domingo, 16 de abril de 2017

[ENTREVISTA 8] ELAINE MOREIRA FIGUEIRA

Brendo Hoshington


Eu não queria me sentir tão perdida em coisas que não sei explicar

Elaine Moreira Figueira

Acompanhe essa entrevista ao som de uma das bandas prediletas da autora:


Olá pessoal, seguindo nossa seleção de entrevistas o Book of Livros trás hoje uma escritora que é o carisma em pessoa, seu nome é Elaine Moreira Figueira e ela é autora do livro A Última Gota de Chuva.

A Última Gota de Chuva [Em Andamento]


O livro se encontra gratuito no Wattpad.

1. Quem é você?

Meu nome é Elaine Moreira Figueira, tenho 28 anos. Sou escritora e ex-auxiliar de secretária. Sou apaixonada por cinema, videogames, livros, músicas, gatinhos e defensora da dublagem brasileira.

2. Quando percebeu que a escrita fazia parte da sua vida?

Apesar de escrever desde os 11, fui ter essa percepção aos 14 anos de idade.

3. Qual o primeiro livro que se lembra de ter lido?

Virá a Primavera – Sherry De Borde.

4. Como era a primeira história que você criou?

A primeira história que criei, foi uma história em quadrinhos para um trabalho de escola na época do Ensino Fundamental. Era sobre um etzinho que vem para a Terra para poder conhecer novas civilizações e fazer novas amizades, e por ventura ele cai em solo Brasileiro. 

5. Quais são suas inspirações?

Agatha Christie, André Vianco, Luiz Fernando Verissimo, Sidney Sheldon...

6. Metas para o futuro?

Conseguir concluir meus projetos atuais com êxito e retirar alguns projetos antigos da gaveta.

7. Como você enxerga o quadro atual da literatura no Brasil?


Com essa leva de famosos - principalmente Youtubers – publicando livros, dá pra se dizer que é uma situação complicada. Não querendo desmerecê-los (não tenho nada contra os Youtubers), mas a maioria dos livros de Youtubers famosos são bem fracos de conteúdo, e mesmo assim as editoras investem, pois sabem que é uma fórmula de obterem lucro. E nessa situação, muitos autores novos e talentosos, ficam sem espaço.

8. Qual é o seu livro nacional predileto?

O Analista de Bagé – Luiz Fernando Veríssimo.

9. O que gosta de fazer nas horas vagas?

Gosto de desenhar, ler, assistir filmes, e também de montar as capas dos meus livros no Photoshop.

10. O que você diria para uma pessoa que está começando agora?

Busque aprimoramento, pesquise, se dedique. Nunca se desmotive por nada nesse mundo. Seja forte e lute com força para realizar seus sonhos.


Acompanhe agora um texto escrito pela autora:

Minha Doce Vida

Os meus conflitos diários me atormentam a cada dia. A cada passo que dou me leva em rumo à loucura. Meus medos são meus monstros que perturbam na calada da noite. Monstros que me perseguem a todo momento. 
Toc, Toc! Minha cabeça martela incessantemente. “Você nunca vai conseguir!”, “Ninguém se importa com você!”, “Você é um fardo para todos!”, “Você não é ninguém!”, “Você é um nada...”. Essas vozes que não param. Tentando me desencorajar de enfrentar o mundo, vozes que castigam meu coração... 
Minha doce Vida, sinto meu coração apertado com tamanha dor. Eu não queria me sentir tão perdida em coisas que não sei explicar.  Não tenho mais condições emocionais para viver em uma vida que só me destrói aos poucos. Sinto algo faltando em mim. Algo que dificilmente será preenchido. Algo que a vida tirou de mim. 
Aquela vontade de fazer as coisas que mais amo se evaporou no ar, minha Vida. Sinto-me sozinha, mesmo quando estou rodeada das pessoas que amo. Juro que tento fazer as coisas certas, tento ser o mais feliz possível, mas o desanimo repousa em meus ombros ao me dar conta de que tudo pareceu ser em vão. Tudo o que eu faço ou falo, sinto que não é de tão importante. 
Sinto-me, como a única pérola defeituosa e descartável, no meio das mais bonitas que existe. Sinto-me vazia de tudo. Vejo-me como uma pessoa inconveniente na vida dos outros. Uma pessoa insignificante, sem importância, que faz a menor falta. Minha Vida, talvez eu esteja naqueles dias mais sombrios. Aqueles dias em que parece que estou em um cativeiro escuro e sujo, na qual sou obrigada a viver todos os dias presa. Ou um túnel sem saída, cujo tento achar uma luz, sem êxito nenhum. Tudo o que eu quero é uma luz. Uma luz para poder guiar meus caminhos. Uma única ponta de esperança que acalente minha alma perdida. Ah, minha doce Vida, não se preocupe tanto comigo. Enquanto essa luz não me atinge, vou vivendo ao meu modo. Tentando ser o que eu era antes dessa tortura começar. Um dia eu sei que a minha luz vai chegar. Com toda a certeza ela vai chegar! 

Saiba mais sobre a autora.


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Brendo Hoshington / Administrador & Editor

Mora em Pernambuco e sonha em conhecer o mundo, mas por enquanto viaja apenas em livros e séries.

2 comentários:

  1. Sucesso Elaine na sua jornada e alcance todos seus objetivos.

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  2. Ela é fantástica! Gostei da ideia que ela faz sobre o quadro atual da literatura nacional. Também compartilho desse pensamento.

    Ah, a escrita dela é maravilhosa. Adorei ler 'Minha Doce Vida'.

    Beijos querida Elaine e muito sucesso!

    Brendo, forte abraço. O Book Of Livros é 10.

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