domingo, 19 de fevereiro de 2017

COMO CONSIDERAR A ESCRITA UMA PROFISSÃO SE É VOCÊ QUEM PAGA A CONTA?

Brendo Hoshington

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Idealizar, escrever, editar...

...editar, concluir................................................................................................publicar.

O Ponto em que o sonho se torna um contrato, e suas ideias um produto. Não que elas não devessem ser, afinal, não há outra forma de sua história chegar aos seus leitores senão através de um livro.

Mas em meio a tanta dedicação de tempo no idealizar, escrever, editar e editar novamente não deveria haver uma série de editoras brigando para comprar sua história? Afinal, o ilustrador ilustra e vende o seu trabalho, o artista plástico suas esculturas, o músico suas composições, enquanto um seleto grupo denominado escritores lida com a rejeição, hipocrisia e a ganancia do mercado editorial.

É certo que muitos contratos favorecem o autor do livro, e uma porcentagem (muito pequena) das vendas é voltada para ele, no entanto, nada que pague todo o esforço dedicado na obra em questão.

Com a consumação desses fatos o que se vê é cada vez mais escritores recorrendo à autopublicação, seja ela através de livros físicos ou digitais, o que garante uma melhor porcentagem das vendas, como também polpa uma série de estresses desnecessários.

O Mestre Mandou

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Estresses esses que vão desde “sua opinião não conta” a golpes dados na maior cara de pau.

O escritor acaba tendo que aceitar aquilo que a editora definir, e ao final recebe um embrulho com um livro o qual não reconhece como sendo seu. Ou seja, além de pagar para ser publicado o autor se torna apenas uma parte pequena de todo processo, uma parte pequena da história que ele mesmo escreveu.


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Brendo Hoshington / Administrador & Editor

Mora em Pernambuco e sonha em conhecer o mundo, mas por enquanto viaja apenas em livros e séries.

13 comentários:

  1. Isso é a mais pura verdade, torcendo pra dá certo e que esse quadro mude.

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    1. Mudará quando as editoras entenderem que precisam dos escritores e não o contrário.

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  2. Então, concordo em partes contigo. hoje em dia pagamos tudo. A impressão é por nossa conta, leitura crítica, agentes cobram para ler e sentimos que pagamos para sermos escritores.
    Quanto a alterar livro, isso é muito comum no meio profissional. Leia "Como escrever um romance de sucesso" do Albert Zuckerman, agente de inúmeros best sellers, entre eles o Ken Follett. Este livro conta um pouco do mercado editorial e num os capítulos fala de como o Ken Follet adaptou e refez diversos capítulos de O Homem de São Petersburgo antes mesmo de fechar com uma editora.
    Sei de outros autores profissionais que também tiveram ideias e capítulos alterados, isso é comum no mercado editorial, a ideia é do autor, o livro acaba sendo escrito em conjunto.
    O problema é que atualmente temos que agradar todo mundo e pagar quase tudo sozinhos.

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    1. Pois é, no que devido a primeira publicação creio que deve-se ter muio cuidado, pesquisar bem. E decidir o que será melhor para obra.

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  3. Nossa! Parabéns! Falou tudo que eu pensava e mais um pouco. Infelizmente, para nós o mercado é difícil, concorrido e muitas vezes injusto e na maioria das vezes a gente desiste depois de se frustrar algumas vezes, deixando o sonho de lado.

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    1. A ideia é ser persistente, e se for o caso partir para autopublicação. Obrigado pelo comentário.

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  4. Verdade,Brendo. O mercado editorial é muito complicado e requer muita pesquisa sobre as editoras para que o sonho não se torne um pesadelo depois. Há muitas editoras que respeitam o autor, mas, infelizmente, existem outras que só querem se aproveitar.

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    1. Exatamente isso, por isso o mais prático é pesquisar a satisfação dos autores de determinada editora antes de fechar o contrato com ela. Claro que existem pequenas coisas que podem não agradar a todos e que dá para relevar, mas falo aqui de golpes grandes, tipo editoras que some com o dinheiro e o livro nunca mais aparece. Lamentável.

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  5. Excelente postagem, Brendo. Graças a Deus nunca passei por nenhum editor ditador, do tipo que define tudo! lol Não sei como funcionam as grandes editoras, só publiquei por pequenas até então. Mas independente disso, acho que no final das contas, o livro sempre passará por modificações, né? O que é bastante natural... O maior erro que vejo em alguns autores, principalmente iniciantes, é a pressa de se publicar o livro, sem ao menos coletar informações necessárias de tal editora. Dois ou três anos não são dois ou três dias! É preciso ter cuidado e ler as cláusulas contratuais com bastante atenção. E quanto as editoras que na realidade são gráficas disfarçadas, sem comentários! Rs Rs Rs

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  6. Oi, Breno!

    Desculpe, mas dessa vez eu preciso discordar de você.

    Em primeiro lugar, dizer que "todo mundo está ganhando enquanto o autor se escalavra" não está certo. Como ilustradora, eu sei o quanto eu trabalhei de graça antes de começar a ganhar dinheiro. Fazer parte da equipe de uma grande editora é algo que só vem depois de muita dedicação. E o mesmo acontece com músicos, artistas plásticos, etc. Toda a área de produção cultural sofre desse mesmo mal. Todos sofrem com a falta de valorização do seu trabalho no Brasil (vale dizer que no exterior a coisa funciona de um jeito bem diferente).

    Em qualquer profissão é normal que se pague no início. Faz parte do aprendizado. O médico investe pelo menos 300 mil reais antes mesmo de ter o diploma em mãos. O produtor rural compra a terra, planta, espera meses até a plantação crescer, colhe, para só então vender e ganhar dinheiro. A editora paga todos os profissionais envolvidos na publicação, imprime o livro, gasta neurônios e altas cifras para conseguir distribuir, isso tudo sem saber se o livro vai vender ou se vai ficar encalhado no estoque.

    Os autores precisam ter seu trabalho valorizado, isso é fato. Enquanto houver desdém, não conseguiremos melhorar os baixos níveis de leitura no país. Porém, esse não é o único profissional que precisa ter seu trabalho valorizado. É preciso mais empatia por parte de todos. Que eles valorizem o nosso trabalho, e que nós valorizemos os deles.

    Abraços,

    Karen Soarele

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  7. Ao escritor Bruno:
    "Em algumas editoras, e não são todas, vale a pena apostar. Mas creio que o ponto de vista, como, considerar a escrita uma profissão, se é você quem paga a conta, serve para ambas. Com o seu comentário concluo, que a situação está ruim, para todos".

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    1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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